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Deputado Bohn Gass pede vistas e vai apresentar lista de dúvidas sobre projeto da FASE

Quanto vale, afinal, a área da FASE que o governo Yeda quer vender? E quanto custará o processo de descentralização das unidades de atendimento dos menores infratores? Onde serão construídas estas unidades? O governo garante que as novas instalações contarão com pessoal qualificado para atender os internos? O que será feito com as milhares de pessoas que moram na área onde hoje está situada a FASE? Haverá regularização? Como será feito o cadastramento? Estas pessoas vão ser transferidas para outro local? Que outro local? E as áreas de proteção ambiental, como ficam? Quem garante a preservação?

Estas e outras perguntas serão feitas pelo líder da bancada do PT, deputado Elvino Bohn Gass, no relatório que ele deve encaminhar na próxima semana à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa. Na sessão desta terça-feira (27), Bohn Gass, que reafirma sua posição favorável à ideia da descentralização, pediu vistas ao projeto 388 (que autoriza a alienação da área da FASE) na tentativa de que o governo, antes de vender, dê segurança à sociedade gaúcha "não só de que vai mesmo concretizar o projeto social – afinal, sobre isto, que é o mais importante, o projeto não oferece mais do que duas linhas genéricas - mas também de que o Estado não está entregando à especulação imobiliária uma área nobre a preço de banana."

Bohn Gass cita dois fatos que, segundo ele, justificam todo o cuidado que os deputados de oposição vêm tendo com o projeto "O governo só enviou no dia 18 de março deste ano uma avaliação da área feita em 27 de dezembro do ano passado, 13 dias depois de o projeto ter sido protocolado. Estranho, não é mesmo?"

"Além do mais", diz o líder petista, "o terreno de 73,3 hectares da FASE, que o governo pretende passar adiante e avalia em R$ 79,3 milhões, ou seja, R$ 1,082 milhão por hectare, é uma pechincha se levarmos em conta que, próximo ao local, o Estádio dos Eucaliptos, com dois hectares, foi colocado à venda por R$ 20 milhões".

Por fim, Bohn Gass menciona a manifestação do Sindicato dos Engenheiros (Senge) que, em nota pública, afirmou que o projeto contém "flagrantes imprecisões técnicas". "Sem que tudo isto seja esclarecido, votar este projeto é uma temeridade", conclui o líder do PT.

Fonte: João Manoel de Oliveira/PT Sul


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