Cerca de 200 moradores das vilas que ocupam 15% do terreno da Fase acompanharam a visita de deputados à região, nesta quarta-feira (3). O objetivo era para conhecer a realidade do lugar para analisar o pedido de audiência pública, solicitado à Comissão de Serviços Públicos. Nesta quinta-feira (4) a proposta deve ser analisada, caso haja quorum. Os moradores prometem grande mobilização.
A preocupação das comunidades é a falta de informações sobre o PL 388, que prevê a permuta do terreno da Fase, área que abriga unidades e a sede administrativa da Fase. A audiência pública dará oportunidade para todos se manifestarem sobre o PL 388. As comunidades das Vilas Prisma, Gaúcha, Ecológica, Figueira, Santa Rita e União afirmam que o Estatuto das Cidades garante a permanência delas no local.
O terreno da Fase, situado na Avenida Padre Cacique, está é em área nobre da capital, próxima ao Estádio Beira Rio, de frente para o Guaíba. Outra preocupação é que o terreno sirva apenas para beneficiar o setor imobiliário, visando à Copa de 2014, com a desculpa de melhora do atendimento socioeducativo. A área estaria avaliada em pelo menos R$160 milhões, sendo que a despesa para a construção das nove unidades de atendimento está em cerca de R$70 milhões. O governo estima que as unidades sejam construídas dentro de três anos. O objetivo é cumprir o que determina o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase).
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